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A mamografia é o principal exame para rastreamento e detecção precoce do câncer de mama. Apesar de ser amplamente conhecida, muitas mulheres ainda possuem dúvidas sobre a mamografia, sua indicação, preparo, interpretação dos resultados e importância no diagnóstico precoce do câncer de mama. Pensando nisso, a Dra. Renata Puccini, médica mastologista e ginecologista com atuação em São Paulo, nas regiões da Vila Clementino e Anália Franco, preparou este conteúdo completo para esclarecer as principais dúvidas sobre mamografia.
Veja a seguir os tópicos que serão abordados neste blog post “Respondendo as principais dúvidas sobre mamografia”.
Se você recebeu um resultado de mamografia recentemente, está programando sua primeira mamografia ou deseja entender melhor a importância da mamografia para a saúde das mamas, continue a leitura deste conteúdo exclusivo da Dra. Renata Puccini.
Uma das dúvidas mais frequentes sobre mamografia é se a mamografia dói. Durante a mamografia, a mama é comprimida por alguns segundos para obtenção de imagens de alta qualidade. Em um exame de rotina, são realizadas 4 imagens (4 compressões), 2 em cada mama. Essa compressão pode causar desconforto temporário, mas a mamografia geralmente é rápida e bem tolerada. O exame todo não leva mais que 10 minutos. A intensidade do desconforto durante a mamografia varia entre as pacientes e pode depender da sensibilidade mamária e da fase do ciclo menstrual. Caso você menstrue e o exame é de rotina, procure agendá-lo para as 2 semanas após o término da menstruação. Em geral, é o período menos sensível das mamas para realizar a mamografia.
A mamografia é recomendada para rastreamento do câncer de mama. A indicação da mamografia pode variar conforme características individuais, histórico familiar e fatores de risco. Mulheres com risco habitual devem iniciar a mamografia periódica a partir dos 40 anos, enquanto pacientes de alto risco podem necessitar de mamografia mais precoce associada a outros exames. A mamografia de rastreamento (de rotina), para mulheres de risco habitual é recomendada, pelo menos até os 74 anos. Após essa idade, a indicação varia conforme comorbidades, doenças e estado de saúde geral da paciente. Lembrando que o risco de desenvolver câncer de mama aumenta com a idade, então, para mulheres saudáveis, ela deve ser realizada mesmo após os 74 anos.
A mamografia é considerada o exame mais eficaz para detecção precoce do câncer de mama, pois a mamografia consegue identificar alterações muito pequenas antes mesmo do aparecimento de sintomas. É o único exame que tem evidência científica de reduzir o risco de morte por câncer de mama em populações rastreadas. Graças à mamografia, milhares de casos de câncer de mama são diagnosticados em fases iniciais, aumentando significativamente as chances de tratamento e cura, além de reduzir a agressividade do tratamento.
Receber um resultado de mamografia alterada pode gerar ansiedade. Entretanto, nem toda mamografia alterada significa câncer. Dependendo do achado da mamografia, o médico pode solicitar incidências mamográficas complementares (como a ampliação), ultrassom das mamas, ressonância magnética, acompanhamento ou biópsia. A avaliação especializada da mamografia, assim como a correlação com informações clínicas, exame físico e exames anteriores, é fundamental para definir a melhor conduta.
O sistema BI-RADS padroniza os resultados da mamografia. É um sistema de nomenclatura dos exames mamários (mamografia, ultrassom, ressonância) usado em todo mundo, facilitando a comunicação e compreensão entre as diferentes especialidades envolvidas no cuidado da saúda das mamas (ginecologista, mastologista, radiologista, patologista). A classificação da categoria BI-RADS na mamografia ajuda a determinar o grau de suspeição da alteração encontrada. A interpretação correta do BI-RADS na mamografia orienta a necessidade de acompanhamento, investigação complementar ou biópsia.
As microcalcificações são pequenos depósitos de cálcio identificados na mamografia. Muitas microcalcificações observadas na mamografia são benignas. Porém, dependendo do padrão encontrado na mamografia, pode ser necessária investigação adicional para esclarecer o diagnóstico. Em geral, quando há um achado de microcalcificações classificadas como BI-RADS 0, é necessária uma incidência complementar, a ampliação, para melhor caraterização das microcalcificações. Já quanto há um achado de microcalcificações classificado como BI-RADS 4 ou 5, na maioria das vezes, é necessário realizar uma biópsia assistida a vácuo, guiada por estereotaxia ou mamografia (comumente chamada de mamotomia).
Mamografia e ultrassom possuem funções complementares. A mamografia é o principal exame de rastreamento do câncer de mama, é o único que comprovadamente reduz a mortalidade por câncer de mama e é o melhor exame para identificar calcificações suspeitas, uma das principais formas de apresentação do câncer de mama inicial. Já o ultrassom, auxilia na avaliação de nódulos e alterações específicas, identificadas na mamografia, em exames anteriores ou em exame físico. Em muitos casos, mamografia e ultrassom são utilizados em conjunto para uma avaliação mais completa.
A recomendação atual das principais sociedades médicas que lidam com o câncer de mama, é que mulheres a partir dos 40 anos devem realizar a mamografia anualmente. Essa recomendação se dá pois, dependendo do tipo do câncer de mama, 2 anos podem significar um aumento significativo da lesão com impacto no tratamento e prognóstico da paciente. Ele pode sair de um câncer pequeno que só seria identificado na mamografia para um tumor palpável, com necessidade de maiores intervenções.
Quando a mamografia identifica um nódulo, é necessário avaliar suas características. A mamografia fornece informações importantes sobre localização, tamanho, formato e margens da lesão. Dependendo do resultado da mamografia, pode ser indicado ultrassom, acompanhamento ou biópsia para esclarecimento diagnóstico. Nessas situações, é muito relevante também a correlação com informações clínicas, histórico da paciente e exames anteriores.
Ao receber o resultado da mamografia, muitas pacientes encontram a classificação BI-RADS e ficam preocupadas sem saber o que ela significa. O BI-RADS é um sistema internacional utilizado para padronizar os resultados da mamografia e indicar qual deve ser o próximo passo. Lembrando que o resultado do exame deve ser interpretado por um médico especialista (ginecologista ou mastologista) e o próximo passo deve ser indicado por ele, considerando os dados clínicos, histórico pessoal e familiar, além de exames anteriores.
De forma simplificada:
É importante lembrar que um resultado de mamografia BI-RADS 4 ou mesmo uma mamografia BI-RADS 5 não substitui a confirmação diagnóstica por biópsia. Da mesma forma, uma mamografia BI-RADS 3 não significa câncer, mas a necessidade de acompanhamento mais próximo.
Por isso, sempre que receber o resultado da sua mamografia, procure um mastologista para interpretar o exame dentro do seu contexto clínico, histórico familiar e demais exames das mamas. A avaliação especializada permite definir a melhor conduta e evitar preocupações desnecessárias.
Chegamos ao fim de mais um conteúdo desenvolvido pela Dra. Renata Puccini. Neste blog post falamos sobre “Mamografia dói? Entenda o que esperar durante o exame; Quando devo fazer mamografia? Veja as recomendações por idade; Mamografia detecta câncer de mama? Entenda a importância do exame; Mamografia alterada: o que fazer após receber o resultado; BI-RADS na mamografia: o que significam as categorias do exame; Mamografia com microcalcificações: devo me preocupar; Mamografia ou ultrassom de mama: qual exame é melhor; Preciso fazer mamografia todos os anos? Entenda as recomendações atuais; Nódulo encontrado na mamografia: quais são os próximos passos; O que significa BI-RADS na mamografia? Guia rápido para entender seu resultado.”
Se você possui dúvidas sobre mamografia, recebeu um resultado alterado ou deseja realizar acompanhamento especializado, entre em contato com a Dra. Renata Puccini para agendar uma consulta e esclarecer suas dúvidas sobre mamografia na Vila Clementino e Anália Franco, em São Paulo.
Conteúdo desenvolvido pela Dra. Renata Puccini.
Respondendo as principais dúvidas sobre mamografia
